Não basta ser conhecido. É preciso ser respeitado.

Por Tatiana Maia Lins

Muitas empresas têm como meta de marketing aumentar X% em sua taxa de awareness, ou seja, de conhecimento da população sobre sua marca, produto ou serviço. Este é um bom medidor, sem dúvida. Mas não necessariamente o mais eficaz.

Ser conhecido não significa ser usado, ser amado ou ser respeitado. Você pode conhecer a Avon, mas só usar a Natura.

Saber que o Bob’s vende sanduíches, mas só comprar dele o milk-shake de Ovomaltine.

Achar os tênis da Nike muito bons, mas não comprá-los (ainda) por causa da questão do trabalho infantil, que a empresa garante estar morta e enterrada.

Além de se fazerem conhecer, as empresas precisam criar laços com os consumidores para que seus produtos ou serviços sejam escolhidos no meio da abundância de oferta em que vivemos – a menos que o produto ou serviço seja uma commodity, que briga suicidamente no mercado para atrair o consumidor pelo menor preço.

E isso se faz, basicamente, pela criação de significado embutido em uma compra.

O Design, como deve ser visto.

É muito comum o Design ser associado apenas à estética em detrimento de sua função comunicativa. Não que a estética não comunique, mas quando limitamos a abrangência do Design a apenas um de seus elementos de trabalho/atuação, deixamos de considerar a potencialidade desta disciplina (?) como agente fomentador de negócios.

Quem se comunica melhor fecha mais negócios, certo?

Abaixo, um vídeo que mostra um pouco disso, de forma criativa, claro.

Vídeo indicado por Graziella Lemos.