Em um trecho da entrevista concedida a HSM online em 11/09/2009, o Presidente do Instituto Intranet Portal, Ricardo Saldanha, falou sobre aplicação de redes sociais para fomentar a comunicação interna nas empresas.
Podemos afirmar que as redes sociais aproximam os funcionários e melhora a comunicação interna?
Sim, mas não apenas isso. Contribuem fortemente para a localização de conteúdos relevantes e de talentos. Meu filtro e minha navegação podem passar a ser guiadas pelo que meus colegas sinalizam, permitindo que se estabeleça uma relevância pelo uso e reuso. Em outras palavras, é o grupo que passa a separar o joio do trigo, contribui para diminuir a overdose de informação e gera produtividade para o trabalhador do conhecimento.
Qual a importância dos gestores incentivarem o compartilhamento de informações internamente para agilizar a gestão de atividades?
A gestão de informação e conhecimento precisa ser vista como parte inerente – e importantíssima – dos processos de negócio. Se o gestor tiver essa compreensão, nunca poderá considerar desperdício de tempo a publicação de um post sobre o andamento do projeto no blog daquele time ou a indicação de um site com conteúdo relevante para os colegas. Se não for assim – e ainda acontece muito –, há a tendência de se desvalorizar essas atividades. Além disso, uma das maiores resistências em colaborar vem do medo de errar e de se expor. Portanto, criar uma cultura e um clima favorável à experimentação é crucial e os gestores jogam um papel fundamental nisso.
É possível que qualquer funcionário crie conteúdo ou deve haver algum tipo de centralização?
Em geral, as empresas são ambientes regulados e hierárquicos. Isso faz com que a lógica em rede, que pede descentralização para funcionar plenamente, possa gerar conflitos com o modelo mental da organização. Mas é preciso lembrar que, dependendo do setor de atividade e da cultura organizacional, esse atrito pode ser maior ou menor. A boa notícia é que intranets e portais corporativos são ferramentas tão fantásticas e flexíveis que é possível ficar com o melhor dos dois mundos: descentralizar sem levar à anarquia. Basta substituir a ideia de “controle” pelo conceito de “orquestração” para que as coisas melhorem bastante. Outro ponto importante é estipular uma governança, definindo papéis e responsabilidades. O que não se concebe é uma centralização excessiva: isso asfixia a rede e vai contra o seu DNA.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Orgulho enorme de vc e do seu blog.
Aquele beijo enorme!