Too much? Too fast?

Seria redundante qualquer comentário adicional sobre a nova velocidade da comunicação e sobre como isso nos afeta em termos de volume de conteúdo produzido, o vídeo já é bem consistente nas argumentações pois apresenta fatos e dados de pesquisas.

No entanto, é lícito chamar atenção para um ponto: esses novos espaços (veículos, redes ou ainda ondas) não se estabeleceram do mais profundo nada. Eles se formaram em camadas, através da aderência paulatina de pessoas físicas e jurídicas a estas plataformas. Aos poucos os participantes perceberam que a pegada da comunicação era diferente, não era unidirecional nem “top down”.

Supostamente há até uma igualdade de direitos: todos podem falar agora. Basta ter relevância e credibilidade, afinal audiência se conquista, certo? Sim, mas com esforço. Conheço casos de profissionais de marketing e ainda de comunicação (o que me gera um espanto ainda maior) que simplesmente ignoram algumas ferramentas ou formas de se comunicar ditas “2.0″, pois se dizem ocupados demais para incorporarem novos hábitos às suas rotinas. Enfim, o mundo é mau e cruel, portanto estas pessoas estão fora, OUT, não há opção de não saber o que é.

No entanto, estar conectado não significa ser bem sucedido!

Quem está disposto e quem está fora da briga? Por que ainda não se convenceram de que navegar é preciso? O bom profissional deve ao menos se dar ao trabalho de investigar, saber como funciona, medir minimamente os impactos e administrar demandas de quem produz e de quem consome seja lá o que for:  um produto, um conceito ou uma informação.

Mas fica a pergunta: quantos estão dispostos a ouvir? A consumir o que está sendo produzido?

Recomendo a leitura do post “A sociedade da arrogância” do Nepo. Me levou para uma outra direção, a refletir sobre o caminho que estamos seguindo.

5 comments to Too much? Too fast?

  • Ótimo post e excelente dica, Rodrigo! Vc sabe que tenho trabalhado com dois “produtos” distintos e essas duas perguntas não saem da minha cabeça: Quantos estão dispostos a ouvir o que tenho para dizer ou quantos estão dispostos a consumir o que produzo?

  • Rodrigo Cotrim

    Obrigado Caesar!
    Essas perguntas são fundamentais para que possamos alinhar as expectativas. Acredito muito que a máxima “2 ouvidos e 1 boca” faz algum sentido quando aplicada a este movimento, esta busca de entendimento e relevância, concorda?
    Grande abraço.

  • A dúvida cruel de “who cares about my work?” me causa angústia e me faz refletir, a todo instante, sobre “qual o sentido do da vida”. Porque meu trabalho, já que sou jornalista, é dizer algo a alguém. E se ninguém quiser saber o que tenho a dizer, já era! Vou trabalhar em vão. Diante disso tudo, sem entendimento e relevância só posso concluir que não há sentido.

  • Rodrigo Cotrim

    É verdade Tati, o profissional de comunicação tem essa responsabilidade, por isso precisa entender tão bem o público que ele atende e onde este público está, que ferramentas usa, como trocam informações, como se relacionam.
    O profissional de comunicação tem obrigação de estar ciente dos movimentos que acontecem na sociedade, não dá pra aceitar desculpas como “não tenho tempo”, “não acredito nisso” ou ainda pior “não gosto”.
    Bjs

  • Lu Vilanova

    Acho que a frase “…pois se dizem ocupados demais para incorporarem novos hábitos às suas rotinas…” sintetiza exatamente um problema antigo que as organizações enfrentam, que é a resistência às mudanças, sejam elas metodológicas ou não. Só que antes, esta resistência ficava dentro dos nichos das organizações e agora, com o advento da web 2.0, esta resistência está ficando agora muito mais óbvia e impossível de se ignorar.

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