Não basta ser conhecido. É preciso ser respeitado.

Por Tatiana Maia Lins

Muitas empresas têm como meta de marketing aumentar X% em sua taxa de awareness, ou seja, de conhecimento da população sobre sua marca, produto ou serviço. Este é um bom medidor, sem dúvida. Mas não necessariamente o mais eficaz.

Ser conhecido não significa ser usado, ser amado ou ser respeitado. Você pode conhecer a Avon, mas só usar a Natura.

Saber que o Bob’s vende sanduíches, mas só comprar dele o milk-shake de Ovomaltine.

Achar os tênis da Nike muito bons, mas não comprá-los (ainda) por causa da questão do trabalho infantil, que a empresa garante estar morta e enterrada.

Além de se fazerem conhecer, as empresas precisam criar laços com os consumidores para que seus produtos ou serviços sejam escolhidos no meio da abundância de oferta em que vivemos – a menos que o produto ou serviço seja uma commodity, que briga suicidamente no mercado para atrair o consumidor pelo menor preço.

E isso se faz, basicamente, pela criação de significado embutido em uma compra.

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