É especialista em marketing e cafés, mas tem como verdadeira vocação viajar.
Gosta de cinema cult, Internet, vôlei, livros, cachorros, Dave Matthews, Julia Roberts e do GNT.
Tem fortes suspeitas de que sua vida seria um filme escrito por Woody Allen e dirigido por Almodóvar.
É de touro, tem ascendente em câncer com lua em sagitário.
Considera sua casa o melhor lugar do mundo mas precisa sair sempre.
Se interessa por antropologia do consumo, yoga e tecnologia.
É inconformado, impaciente, teimoso e fala pelos cotovelos.
Não gosta de gente burra, de grosseria, de intolerância e de comida mineira.
Detesta sentir calor, fome ou sono.
Acredita que a fé liberta e a religião aprisiona.
Não sabe viver sozinho mas ama momentos de solidão e por isso acha que tem talento para ser um eremita.
Ainda acredita que um mundo melhor é possível.
Pressão e desafios, frutos de nossas escolhas, em alguns momentos nos aprisionam em nossa teimosia. É necessário uma pausa, uma respirada, para reavaliar tudo, renovar a fé, e principalmente oxigenar a capacidade de contemplar.
Ainda não inventaram coisa mais bacana que férias!
Sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferam no Brasil
Passagens aéreas para celebridades pagas com dinheiro público, contratações por meio de atos secretos no Senado, uso de empresas fantasmas para justificar verbas indenizatórias, um castelo no interior de Minas Gerais e mais um mensalão, desta vez envolvendo o DEM no Distrito Federal.
Internet
Graças à disseminação da internet e à mobilização de algumas pessoas diante da impunidade generalizada, sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferaram no Brasil nos últimos anos.
Fichas sujas
A rede que surgiu no rastro da Amarribo foi fundamental na coleta de 1,6 milhão de assinaturas levadas ao Congresso para embasar o projeto de lei de iniciativa popular que veta os candidatos condenados pela Justiça, os chamados fichas sujas. Para 2010, além da pressão pela aprovação do projeto de lei, a rede pretende colocar no ar uma relação dos candidatos condenados. “Ainda estamos procurando o melhor modelo por causa das restrições judiciais”, disse Lizete.
Arsenal de ferramentas
A relação vai desde páginas dos governos federal e estaduais até iniciativas privadas como a Transparência Brasil (www.transparência.org.br), Congresso em Foco ( www.congressoemfoco.ig.com.br), Às Claras (www.asclaras.org.br) e Contas Abertas ( www.contasabertas.uol.com.br). “A internet foi fundamental. Sites como o da Transparência Brasil têm muita informação para orientar o eleitor, mas ainda não está tudo lá”, considerou Lizete, da Amarribo.
Apesar do arsenal inédito de ferramentas à disposição do eleitor, as previsões de especialistas são pessimistas quanto à renovação do Congresso. Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a porcentagem de renovação na Câmara deve ser menor do que em 2006, quando atingiu 47%. No Senado a renovação deve ser maior, mas devido à influência do governo e não aos escândalos envolvendo parlamentares.
Tenho lido muitas declarações infelizes sobre o espaço que os gays do BBB estão tendo na mídia. Hoje, especialmente uma delas me provocou a vontade de postar algo sobre isso aqui no blog. “A Globo está cumprindo cotas para homossexuais“.
Acho isso estranho. Muito estranho.
Além de simbolicamente homofóbica, essa declaração vai além e concentra um enorme preconceito, além da hipocrisia de supostamente aceitar o diferente como igual.
É só os gays terem um pouco de espaço na mídia que começa a incomodar ou virar motivo de piada. Tô vendo um monte de merda aparecendo no twitter que reforça essa visão. E isto está me incomodando porque sou um deles. Sim, existem gays fora do estereótipo, pra quem ainda não tinha notado…
Por que só precisa aparecer boçal hétero sarado ou subcelebridades? Por que não pode parecer boçal deficiente físico? Sinto falta de boçal asiático, de boçal religioso. De diversidade esse programa não tem nada, na boa! Tinha que ter velho, socialite, adolescente, índio, freira, roqueiros, estrangeiros, outras tribos. Aí sim.
Mesma coisa com a Helena negra. A Helena sempre foi chata demais, mas só agora desejaram a morte dela, nunca antes de Taís Araújo saiu na mídia ou no twitter: “Helena, morra!”. Uó. Afinal de contas, a preta da Taís Araujo deve morrer, a medrosa da Regina Duarte ou a drogada da Vera Fischer não. Have mercy people…
Sabe a sensação que me dá? De que viado pode mas só se for na night, se for afetado, se for pra fun. De que preto pode, desde que se comporte como branco ou saiba “seu lugar” no backstage. Tem horas que duvido se somos mesmo seres dotados de inteligência.
Não estou atacando ninguém, principalmente quem disse a frase, mas acho que precisamos pensar mesmo se muitas das nossas atitudes e pensamentos não reforçam preconceitos sem fundamento.
Sempre o diferente causará estranhamento. Isso é normal, mas julgar sem conhecer é complicado. Julgar conhecendo é inaceitável.
O bom dessas festas de final de ano é que a gente, de uma certa forma, se outoniza. Vou explicar: esfoliamos a pele das coisas, das casas, raspamos, repintamos as paredes… O flagrante está nos lixos que vejo nas portas dessas vésperas. São objetos que parecem ter cumprido sua validade naquela casa, exalam mudança, têm a maior pinta de renovação. Por isso, desejo a todos nós esse sacode em todos os departamentos, inclusive os emocionais, para o Ano de 2010.
Pois nessa hora de Papai Noel, muita neve no mundo e calor aqui, escrevi uma crônica, na minha coluna do sábado no Jornal Correio Braziliense, confessando uma despedida de um velho jeito meu de ser que eu tinha, e que agora está virando passado. Quero brindá-la com vocês, e que cada um a seu modo, adaptando as ideias deste texto ao seu figurino, possa curtir na raiz a troca das cascas no tempo da mudança. Saravá!
Pasmem os que sabiam e os que não desse meu segredo: parei de fumar. Sim, sou uma ex-fumante de um mês sem, e de trinta e seis anos com. Isto é, quase quatro décadas fumando esses cigarros que se compra em qualquer parte, nos bares, nos clubes, nos hotéis, nas portas dos colégios, nas boates, nos shoppings, nos supermercados, nos motéis, nas pousadas, nos postos, nos quiosques e outras bocas de fumo expostas e legalizadas espalhadas por aí, ao nosso dispor. Mas não escrevo para convencer ninguém a nada, não fiquei uma ex-fumante patrulhante. Sou recente e estou em estado de espanto pela nova vida. Vale dizer que eu era uma fumante cujo hábito se agravava nas festas e como delicioso acompanhante das bebidas. Falo da delícia de um gole e um trago. Quem é fumante sabe. Nessas ocasiões poderia fumar até oito cigarros, ou mais, dez. Mas em geral, dois cigarros por dia, três e pronto. Também era de hábito, depois de uma noite regada a fumaça, álcool, dança e tudo que tem numa festa, eu costumava ficar em uma abstinência natural durante todo o dia seguinte; mais que uma abstinência, uma certa ressaca, uma certa ojeriza ao cheiro do cigarro. Então me diziam: puxa, mas você fuma tão pouco que nem precisa parar. Não sei por que, há um mês, depois de um desses days after, resolvi subitamente parar de fumar, sem me preparar para isso. Aproveitei o nojo, a fala do corpo que me fazia rejeitar e pensei: acho que não volto a fumar. Logo depois, sequência direta, li num jornal que Mara Manzan tinha morrido; nossa querida, valente e divertidíssima atriz. Na matéria do óbito tinha uma declaração dela: “Não foi só o cigarro que me deu esse tumor nos pulmões, eu também cuspia fogo e engoli muito querosene nessa vida”. Na hora pensei, se eu não estivesse com esse foco, eu suprimiria a palavra só e leria que não foi o cigarro, e sim o querosene. Mas como o meu desejo era outro, eu li exatamente o que as palavras diziam: que ,além do cigarro, o querosene também a matou. Então pensei, vou parar de comprar meu câncer. Esses donos de fábrica de tabaco devem ser sócios dos laboratórios de quimioterapia como os hakers precisam produzir a doença para vender o remédio.
Sei que escrevo agora uma crônica quase dura, principalmente para quem fuma, mas não posso deixar de compartilhar essa experiência com meus iguais. Estou chocada: sem usar nenhum emplastro, sem pastilhas e outros recursos para atravessar o processo, estou sem fumar a frio. No entanto, o mundo cintila com igual força ao meu redor e, como se um espírito não fumador estivesse encostado em mim, eu não tenho a mínima vontade de fumar desde esse dia, e nunca mais. E olha que passei por testes muito difíceis, aparentemente. A saber: aniversário de Márcia do Valle, minha querida amiga, aniversarau de Maria Paula, sarau de Totonho Villerois, todos com vinho, champagne, cerveja e wisky, e cigarros para quem quisesse, atravessando a madrugada. E eu lá, com as minhas tacinhas, sem incomdar a ninguém, sem virar um evangélico chato, só me divertindo com a nova vida, tão possível, meu deus!, e o melhor, sem perder a graça. A vida me convoca a me despedir de um velho vício. Há muitos anos eu não me despedia de um velho vício! Topei. Fui no fundamento dele e achei uma tola desobediência a meu pai, um jeito de me afirmar como jovem, um jeito datado de chocar; achei também uma oralidade, uma ansiedade, uma vontade de comer o mundo como se fosse uma chupeta que comecei a sugar na hora que estava me construindo, adolescente, como a gente grande que viria a ser. Desmontado o enigma, a sensação que me invadia nos primeiros dias sem fumar é a de que esse costume em mim parece ter perdido a validade, não sou mais aquela, saí daquela moda , mudei de formato, e essa é minha mais atual transformação. Bem, para quem nasceu careca, sem dente e sem saber andar, até que essa transformação não é tão radical assim. E depois, o show da mutação não para. Quem recebe a glória de ficar velhinho pode ter o álbum das diversas fases da grande viagem, para confirmar o que digo. Nos novos dias tenho “viajado” no paladar das coisas, sempre fui boa de sentido, mas agora estou melhor. Faz sentido. Minha voz também está mais bonita. Para completar a partitura, ainda ouvi de um gentil cavaleiro, doces palavras: “hum, você sem fumar, é um poema sem palavras feito só de cheiro”; êxtase de ouvir isso.
Mas deixei para o final a invisível mão que mais me acolheu, subsidiou e deu patamar de fortaleza à minha decisão: Dona Poesia. Foi ela, meu Deus, outra vez, que numa displicente noite, ao abrir um livro de Quintana, lançou-me na cara: “Desconfia dos que não fumam: esses não tem vida interior, não tem sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar…”. Pirei! De novo Quintana tinha razão: ao fumar visitamos nossos interiores, refletimos, conversamos com nossas vozes íntimas, e é por isso que o Zeca Baleiro diz que “a solidão é o meu cigarro”, mas, para os meus propósitos, me agarrei foi no final, na função do verbo suspirar. Então comecei, só para brincar, a fumar um cigarro imaginário e tragá-lo profundamente, suspirar e soltar o ar. Dá uma onda parecida com yoga, parecida com amor. Sou romântica, e os românticos suspiram profundamente; o ar visita as vísceras, o diafragma, enche os pulmões, oxigena o cérebro e volta outro pra donde veio. Então é isso, agora eu ministro suspiros em mim quando lembro, quando quero, quando preciso, e sem me matar por isso. Espero assim, pelo menos desse jeito, adiar para muito longe o meu último suspiro.
Não estou fazendo apologia a infrações impunes no trânsito, apenas divulgando uma informação pertinente.
No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
“Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.”
Raras são as oportunidades de ver discussões tão densas serem conduzidas de forma tão delicada.
Os comentários do Cinema 10 são ótimos e por isso recomendo a visita.
Só preciso registrar a minha satisfação em ver um elenco lindo, uma estória extremamente complexa desenrolada com um roteiro competente e uma direção impecável, com cenas delicadamente trabalhadas (quase suaves como um ballet) e Júlia Lemmertz me emocionando com sua intepretação profunda e sensível ganhando o meu respeito para o resto da vida.
A imagem que fixou na minha mente sobre este filme foi esta. Não por querer fugir dos estereótipos que rondam a divulgação do filme, mas de fato foi a que mais me tocou, pelo simbolismo, pela doçura, pela paz que ela e o filme passam.
Sensacional! É fato que o DVD irá para a minha coleção.
Kafka é brilhante. No livro “A metamorfose” o autor nos presenteia com uma escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante absurdos do mundo.
Numa manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um “dorso duro e inúmeras patas”. A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose que vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Interessante perceber que em nenhum momento da obra Gregor se dá conta realmente que se transformou num inseto.
Há tempos reclamo da vida nas empresas. Não vejo sentido algum nos códigos distorcidos de conduta e ética. Ler Kafka apenas renovou o meu desespero…pois nada mudou, desde 1915 a palhaçada corporativa impera!
Tenho ciência que o universo corporativo é apenas uma pequena reprodução do ambiente macro que vivemos, mas justamente por serem espaços menores, fica mais fácil observar o ridículo das pessoas.
E para mim, o grupo que exerce muita influência na manutenção deste insano status quo seria o das “gordas do RH”, espécie carinhosamente nomeada desta forma em homenagem a uma imbecil que era gerente de RH de uma empresa francesa que trabalhei…nunca esquecerei a cara e a papada daquela infeliz…
Daí a minha implicância e reincidência do tema. Essas trolhas deveriam trabalhar em prol da produtividade e não criando neuroses nas pessoas…elas sim deveriam queimar no fogo do inferno ou então virarem um inseto bem nojento. Teria o maior prazer em pisar em cima, sem pudores.