
Minha querida parceira de cinema topou o convite e fomos assistir a este supreendente filme, que estava em cartaz no Festival do Rio deste ano.
Era tarde da noite de uma quarta-feira chuvosa, o cinema meio contramão, poucas opções de transporte…definitivamente não era o melhor cenário. Mas fomos, vimos e adoramos.
De cara, o filme me ganhou. Basicamente por usar os elementos que mais me encantam num filme: diálogos densos, comédia, ironia e ótimos atores. O roteiro vai te levando de forma suave, sem grandes pretensões e a direção tem uma pegada intimista, o mix necessário para me conquistar como fã.

O nome do filme é sugestivo, mas não fala de sexo. É mais do que isso, ele trata das escolhas e como lidamos com elas. E isso independe dessas escolhas serem etílicas, entorpecidas ou lúcidas…no fundo nunca sabemos em que estado estamos mesmo…
Explora ainda interpretações sobre como o inesperado revela nossa intimidade, mas isto sempre num contexto não “adequado”, imperfeito, que não se encaixa nas nossas expectativas equivocadas.
Ele parece estar no gerúndio e na primeira pessoa do plural o tempo inteiro, pois são pessoas construindo algo, de forma contínua, não linear, encarando seus medos, pudores, conhecendo a fundo suas reais motivações para as decisões que tomam em suas vidas.
São amigos, homens, pessoas que entram num processo interessantíssimo de autoconhecimento, e testam seus limites, suas decisões, suas verdadeiras vocações.

Recomendo fortemente!
Uma curiosidade, o tal Hump Film Festival existe mesmo! Será que eu devo me inscrever?
Assista aqui o trailler e sugiro que dê um pulo lá na casa da Cintia para ver as impressões dela.
Encontre seu parceiro e prepare-se para o festival do ano que vem, pq o de 2009 acabou de rolar… he he he