Lindo o vídeo da campanha de prevenção no Reino Unido.
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Lindo o vídeo da campanha de prevenção no Reino Unido. Um viajante chega numa cidade e entra num pequeno hotel. O mesmo saca duas notas de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto. Enquanto o viajante inspeciona os quartos , o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro. Este pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem, coincidentemente, também deve R$ 200 e quita a dívida. O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar uma dívida de… R$ 200. O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até a zona quitar a dívida com uma prostituta. COINCIDENTEMENTE, a dívida era de R$ 200. A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: 200 reais. Ela avisa ao gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão. Nesse momento, o gringo retorna dos quartos, pega as duas notas de volta, agradece e diz não ser o que esperava, saindo do hotel. Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e com o crédito restaurado, e começa a ver o futuro com confiança! MORAL DA HISTÓRIA: NÃO QUEIRA ENTENDER ECONOMIA Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada. Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito. Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho? Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem. Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa. Ser feliz por nada talvez seja isso. * Autoria não confirmada, mas texto atribuído a Martha Medeiros. “Todo o meu respeito é para a pessoa que se aceita totalmente, como é. Ela tem coragem, coragem de encarar toda a pressão da sociedade, que está empenhada em dividi-la em boa e má, em santa e pecadora. Ela é realmente um ser corajoso, bravo, que se posiciona contra toda a história do ser humano, da moralidade, e declara aos céus sua realidade, seja ela qual for. E, pelo menos ao mestre, o discípulo deve ser absolutamente limpo e límpido, de tal modo que o mestre possa começar a trabalhar com sua realidade, não com sua falsidade. Porque tudo o que é feito com sua falsidade é puro desperdício. Somente o você real é capaz de crescer, de atingir o florescimento”. |
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